quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lembro, sonho, penso...
Ás vezes eu me sinto meio por fora. Talvez porque eu queira. Mas tem hora que você acredita mais NO QUE PODE do que NO QUE QUER. Ás vezes vem vozes... não as que só eu escuto. São as vozes reais, mesmo porque se eu escuto elas são reais, eu ainda não enlouqueci. Que isso fique claro!
Tem fumaça passando pela minha orelha direita. Não apenas por lá, a fumaça passa nos caminhos por entre as pedras e quando fica presa ela cava seu próprio caminho. Não sei mais se o que bate é o meu coração ou se são as pontas dos meus dedos. Vinha chuva, mas parece que a noite vai ser silenciosa outra vez. É engraçado até... como cada nuvem pega seu caminho e quando se encontram deixam derramar tudo. Dizem que ninguém pode confiar no Céu, em nenhum sentido. Olham demais para o Céu e se eu disser que não olho vou mentir. Mas apenas olho, 'demais' acho que não. A chuva ainda pode chegar. Será que ela cura minha insônia? HÁÁÁ... tá vendo porque ás vezes eu olho para o Céu? As pessoas acham que a chuva não tem nada a ver com o Céu, que a chuva não é bonita. É muita besteira. Eu já vi, e não foram poucas as vezes, em nuvens escuras e pesadas, surgirem jardins imensos. É muita cor e muita vida. Simbolizar demais tira a graça de tudo: as coisas viram figuras, as pessoas viram números e o mundo vira uma bola, que não serve nem pra bater um baba porque é oval. Dane-se o teto e o piso e o "3 metros por andar"... quando eu disse há 10 anos: EU NÃO QUERO EXPLICAÇÕES PARA AS COISAS, EU QUERO AS COISAS E SUAS LEMBRANÇAS MAIS ABSURDAS; eu já sabia o que isso ia significar hoje para mim. Lembrar, sonhar, pensar: tríade perigosa!!!
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