Reintegrar esse blog realmente não foi fácil pra mim. Depois de 6 posts, 3 comentários e, imagino, um número não muito superior de visitas, eu comecei a me questionar sobre os motivos e, principalmente, sobre os estímulos que me fariam continuar a escrever por aqui. Em primeiro lugar, cultura enquanto "produto dinâmico" passível de introjeção social e/ou pessoal transita, quer queira, quer não, de uma maneira independente, entre variáveis individuais e coletivas, ressaltando a "bagaça" que tem dentro da cabeça de cada um... e cada um lava o cérebro com o alvejante que lhe for mais "atraente" e pronto. Pensar sobre o que pensar as vezes faz você pensar em nada e isso vai tornando seu pensamento muito pouco perigoso, exatamente quando ele precisava ser.
De forma mais objetiva: eu escrevo pra mim. Simples assim. Vai ficando mais fácil olhar-se no espelho literário, com tantas letras embaralhadas e sua cara do mesmo jeito... sem acréscimo ou decréscimo. Vira página, clica o mouse, disca o número e só o que a gente precisa fazer pra ter outra visão é piscar os olhos. Sem tanta cerimônia pra enxergar o que quer ver.
Escrever 8 ou 80 linhas não vai fazer diferença se eu não entendo o que escrevo. E mesmo se entendo, lembrar de pessoas que significam muito pra mim enquanto teclo ou rabisco ou pinto na parede do meu quarto com giz de cera um beija-flor e uma flor ou só o beija-flor e aí não penso em mais ninguém e mais nada daquilo faz sentido pra mim porque só reproduzo o que vejo, torna tudo mais manso e mais denso ao mesmo tempo!!!!!
Quem vai entrar nessa "bagaça" e perguntar o que eu quis dizer com aquele post ou aquela frase?!?!?
'QUEM NÃO VAI ENTRAR?' Talvez isso tenha me deixado por tanto tempo "fora do ar"... vá saber.
Posts em breve? NÃO... quando eu tiver algo pra dizer.

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